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Cientista político não acredita em final diferente para nova denúncia contra presidente Temer

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Política

Cientista político não acredita em final diferente para nova denúncia contra presidente Temer

Apesar de constar como mais uma mancha no histórico do governo Temer, o resultado final não deve ser muito diferente da primeira denúncia, arquivada em agosto após diversas manobras políticas realizadas pelo governo

O presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) foram notificados nesta quarta-feira (27) da denúncia de obstrução de justiça e organização criminosa, apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Apesar de constar como mais uma mancha no histórico do governo Temer, o resultado final não deve ser muito diferente da primeira denúncia, arquivada em agosto após diversas manobras políticas realizadas pelo governo, para o cientista político Paulo Edgar Resende.

"Graças à disposição de oferecer cargos de primeiro e segundo escalão nos Ministérios e emendas que atendam a interesses locais dos parlamentares, o presidente conta com sólida maioria no plenário", disse.

No entanto, esse apoio pode custar caro ao presidente. "É provável que os parlamentares da base aliada aumentem as exigências e o custo do apoio. Como há muito em jogo, o presidente tenderá a ceder e novamente somar maioria capaz de barrar a denúncia na Câmara", completou.

Popularidade

A nova denúncia não deve afetar na já baixa aprovação do presidente, segundo Resende. Para ele, o que pode ser observado nessa história é a atuação da nova procuradora-geral Raquel Dodge.

"A popularidade do presidente já se encontra no mínimo histórico, tendo pouca margem de piorar ainda mais. Se há alguma novidade a ser verificada no cenário político nacional, essa provavelmente não virá da votação na Câmara, mas do (des)equilíbrio entre os poderes. Ainda não sabemos bem como será a postura da nova procuradora geral em relação ao presidente e aos principais líderes da base aliada, ou se o STF penderá mais para o viés técnico ou político em suas apreciações", finalizou.