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Maioria dos deputados capixabas vai votar pelo prosseguimento da denúncia contra Temer. Veja as declarações

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Política

Maioria dos deputados capixabas vai votar pelo prosseguimento da denúncia contra Temer. Veja as declarações

A autorização para a análise da denúncia só será concedida se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, ou 2/3 do total, que terão se manifestar contrários ao relatório de Bonifácio de Andrada por meio do voto “não"

A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), acusados de obstrução de justiça e organização criminosa, será votada na Câmara dos Deputados durante toda esta quarta-feira (25).

Pela manhã, os deputados debaterão parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) contrário à autorização, conforme relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) aprovado por 39 votos contra 26.

Conforme os procedimentos de Plenário para análise da denúncia, a autorização só será concedida se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, ou 2/3 do total, que terão se manifestar contrários ao relatório de Bonifácio de Andrada por meio do voto “não”.

Se os votos dos deputados dos demais estados forem similares aos votos dos deputados capixabas, é enorme a chance do presidente e seus ministros serem julgados pelo Superior Tribunal Federal (STF).

Isso porque, dos sete deputados que responderam aos questionamentos do Folha Vitória, cinco afirmaram que votarão pelo prosseguimento e apenas um pela rejeição da denúncia. O deputado Marcus Vicente (PP) foi o único indeciso, enquanto Evair de Melo (PV), Jorge Silva (PHS) e Paulo Foletto (PSB) não responderam.

Confira como votarão os deputados capixabas.

A favor do prosseguimento da denúncia

Carlos Manato (SD)

Essa denúncia é grave, tem áudio, delações. É uma denúncia mais robusta. Vou votar para que o processo vá para o STF. Lá, o julgamento é técnico e aqui na Câmara é político e as maracutaias estão acontecendo e isso eu não concordo. Por isso, vou manter meu voto para que a denúncia vá para o STF.


Givaldo Vieira (PT)

Voto a favor da denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução à Justiça. Há fartas provas que mostram o quanto a quadrilha dele quer permanecer para demonstrar o País e entregar o patrimônio. A expectativa é de que o governo tenha menos votos para arquivar o processo do que na primeira denúncia. Por isso, continua a fazer negociatas escusas para assegurar o voto de sua base, já esfacelada. Se depender de mim, Temer e sua quadrilha não passam mais um dia na Presidência.

Helder Salomão (PT)

Vou votar pelo prosseguimento da denúncia contra Temer. Ele é acusado de prática de corrupção, formação de quadrilha e obstrução à justiça. As provas são claras: malas de dinheiro, gravações, vídeos e planilhas que comprovam o envolvimento de Temer e seus principais ministros em atos ilícitos. Por isso, pela segunda vez, vou votar pela admissibilidade da denúncia.


Norma Ayub (DEM)

"Pretendo votar pelo acolhimento da denúncia. Se for aprovada, resultará na abertura da investigação. O Presidente Temer tem todo o direito de promover sua ampla defesa, e assim está fazendo.



Sergio Vidigal (PDT)

Voto contra o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), pela rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Não podemos ficar vendo de braços cruzados tantas denúncias envolvendo os nomes de um Presidente da República e Ministros de Estado sem haver quaisquer apurações. 


Contra o prosseguimento da denúncia

Lelo Coimbra (PMDB)

Acredito que o Plenário vai votar pelo arquivamento da denúncia e esse será o meu voto. Faço pelo foco na estabilidade da economia e na defesa das reformas que ainda precisamos fazer nesse período de governo. Vale dizer que, se a denúncia contra o presidente for aceita, e o STF decidir no Pleno, por sua instauração, provocará seu afastamento de até 180 dias, seguida de uma eleição indireta, que culminaria com as eleições gerais e diretas de 2018, prejudicando por completo a agenda de reformas. 

Indeciso

Marcus Vicente (PP)

Ainda não defini o meu voto e pretendo usar os prazos regimentais até a votação para entender todas as peculiaridades do processo. Eu tenho compromissos com o Brasil, de manter o controle da inflação, a queda da taxa de juros, a estabilidade econômica, a retomada do crescimento e o andamento das reformas estruturantes. Parar o país por 180 dias para escolher um novo presidente, a fim de adiantar o processo eleitoral geraria uma instabilidade tremenda e não temos mais tempo para o retrocesso.