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Violência Contra a Mulher ocorre em todas as classes sociais e também atinge crianças

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Política

Violência Contra a Mulher ocorre em todas as classes sociais e também atinge crianças

Um termo assinado Ministério Público vai oferecer tratamento dentário 100% gratuito para mulheres vítimas de violência doméstica. A novidade foi anunciada durante o lançamento do Movimento de Combate à Violência Contra a Mulher em Cachoeiro

Durante o lançamento do Movimento de Combate à Violência Contra a Mulher, na manhã desta sexta-feira (20), em Cachoeiro, a promotora da Vara da Infância e da Juventude de Cachoeiro, Juliana Ortega, representante do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), disse que as mulheres são vítimas de todo o tipo de agressão: física, psicológica e patrimonial.

Segundo a promotora, não é possível mudar de uma hora para a outra, mas cada um tem um papel importante de casa e do local de trabalho. “Temos que buscar falar desse assunto e ficar atentos aos comportamento nesses ambientes. Precisamos entender que a violência também atinge as crianças, que são vítimas da violência doméstica, amparadas pela Lei Maria da Penha. Temos que, juntos, tentar verificar e observar a conduta das pessoas que convivem conosco”, garante.

O Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Ministério Público trabalha as políticas públicas. “Nossa procuradora Dra. Elda, assinou uma termo com a Apolônias da Turma do Bem, para conceder tratamento dentário 100% gratuito para as mulheres vítimas de violência. Em muitos casos elas perdem os dentes nas agressões e estão com a auto-estima baixa e se trancam dentro de casa”, conta.

Para Juliana, é preciso encorajar as mulheres a denunciar as agressões. “Esse pensamentos machista e agressor não muda só com a questão penal. Se o homem não quer sair de casa, temos que encorajar a mulher a sair e ter coragem de denunciar. Esse caso da médica assassinada em Vitória mexeu muito com todas nós, que também somos mães. Essas crianças foram privadas do direito de conviver com aquela mãe. Temos que pensar na família. A maioria dos jovens infratores que atendemos são de famílias desestruturadas e com caso de violência naquele grupo, Precisamos abrir nossos olhos. A violência acontece em todas as classes sociais”, completa.