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Disputa acirrada vai definir novo presidente do PSDB-ES. Confira tudo sobre a eleição!

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Política

Disputa acirrada vai definir novo presidente do PSDB-ES. Confira tudo sobre a eleição!

Vice-governador Cesar Colnago e o prefeito de Vila Velha, Max Filho, são os candidatos a presidir o ninho tucano. Eleição acontece neste sábado (11), em Vitória

Uma eleição importante, envolvendo dois grandes nomes da política capixaba, que coloca em lados opostos lideranças importantes e que, invariavelmente, vai causar severos danos colaterais para os dois lados.

É dessa forma, envolto em uma disputa muito maior do que a oficial, que acontece neste sábado (11) a convenção estadual do PSDB. A eleição, que definirá o próximo presidente do partido, será realizada a partir das 8 horas, no Cerimonial Oásis, em Santa Lúcia, Vitória.

Buscando o comando da sigla no Estado estão o vice-governador César Colnago, representando a chapa "Força Tucana”, e o prefeito de Vila Velha, Max Filho, que encabeça a chapa “PSDB Autêntico”.

A disputa entre os dois, no entanto, vai além da cadeira da presidência e definirá como e com que cara o PSDB vai chegar ao tão esperado ano eleitoral de 2018.

Uma vitória de Colnago, que conta com o apoio maciço do governador Paulo Hartung (PMDB), vai manter o partido alinhado de forma quase automática com os desejos palacianos. Já uma vitória de Max Filho dará a independência necessária ao partido para definir seu futuro - provavelmente longe dos desejos de Hartung.

Estarão aptos para votar na eleição deste sábado cerca de 235 delegados de diversos municípios capixabas, sendo a maioria deles da Região Metropolitana: 40 de Vila Velha, 35 de Vitória, 11 de Cariacica, 5 da Serra e 4 de Guarapari.

As chapas

A composição das chapas de Colnago e Max Filho revelam muito das pretensões e dos desejos de ambos e seus aliados. O esqueleto da chapa do vice-governador é composto por prefeitos do interior e, principalmente, por secretários de Estado como Octaciano Neto (Agricultura), Vandinho Leite (Ciência e Tecnologia), Nerleo Caus (Turismo) e Anselmo Tozi (diretor do Iema), que assim se mantém próximos ao governo.

Além deles, o deputado estadual Marcus Mansur, a ex-deputada federal Rita Camata e as vereadoras Neuzinha Oliveira (Vitória) e Ilma Siqueira (Cariacica) são as outras principais lideranças.

Apoiando Max - e querendo distanciar um pouco o partido do palácio - estão Luiz Paulo Velloso Lucas (ex-prefeito de Vitória), Sergio Majeski (deputado estadual), Ricardo Santos (ex-senador), Jorge Carreta (vice-prefeito de Vila Velha), além de Jarbas Assis e Élcio Amorim, presidente estadual e presidente do diretório municipal de Vitória do PSDB, respectivamente.

Os apoiadores

Vandinho Leite (Colnago)

“Eu apoio o vice-governador César Colnago por sua experiência e pelo seu perfil, por ser uma pessoa de diálogo. Quando ele assumiu a presidência do partido fez o partido crescer e ajudou a reestruturar o PSDB no Espírito Santo. Acho que ele pode ajudar novamente, fazendo o partido crescer ainda mais. Com relação as eleições de 2018, isso será discutido em 2018, essa é uma estratégia nacional do partido.



Luiz Paulo Velloso Lucas (Max Filho)

“Entrei na chapa do Max porque, caso Colnago seja eleito, isso vai representar um alinhamento automático e reprodução automática da aliança com o PMDB, que não é o melhor caminho para o partido. Queremos discutir melhor qual o melhor caminho para o PSDB, candidaturas para o governo. Nós entendemos que o partido precisa de uma chapa mais autêntica, com as lideranças históricas do partido. São essas ideias que animam a nossa militância e em torno delas nós vamos disputar a convenção”.

Sergio Majeski (Max Filho)

“Alguns fatores me fizeram apoiar Max. Toda a polêmica envolvendo o Conselho de Ética e a liberação de Colnago para concorrer a presidência, a forma como foi feita a filiação do Ênio Bergoli e do Octaciano, na calada da noite ...enfim, não tem como apoiar César em função de tudo isso. Além disso, é muito clara a manobra que existe para manter o PSDB nas mãos de Hartung, a viagem do governador aos Estados Unidos foi claramente proposital. Eu não estou antecipando disputa nenhuma. No ano que vem, independente de quem o PSDB for apoiar, o partido tem que ter independência para negociar. A eleição deste sábado não é somente sobre quem o partido vai apoiar, mas os rumos do partido que serão definidos na eleição.

Os candidatos

Cesar Colnago - Força Tucana

Quais os pontos principais da plataforma de governo do senhor para o partido, caso seja eleito?

É fundamental que o partido seja estruturado em todos os municípios e que nós tenhamos a militância presente. Além disso, precisamos encorajar a candidatura de candidatos e candidatas. Precisamos ter contato com a população para fomentar a política e discutir o futuro da cidade e do Espírito Santo.

Como será a relação do partido com o Governo do Estado?

Inicialmente, quero dizer que o PSDB tem autonomia para decidir seu futuro sozinho. Pode ser uma candidatura nossa própria ou de apoio a um candidato de outro partido que tenha o pensamento similar ao meu. Temos um compromisso formal com o PMDB até o final do governo, mas vamos discutir o que é melhor para o partido a partir de julho do ano que vem.

A eleição do senhor representa uma permanência automática do partido ao lado do governador?

Quando é que fui automático? Isso não vai acontecer. Vamos discutir nosso futuro, vendo o que é melhor para o partido.

Como o PSDB atuará nos municípios capixabas, principalmente no interior?

Essa é a intenção. De fortalecer e estruturar o partido em todos os municípios capixabas.

Com relação as próximas eleições, quais os objetivos do partido? Vai lançar candidatura majoritária, nomes para o senado, câmara federal?

Nós queremos eleger deputado federal, este é um compromisso nosso com a executiva nacional, deputado estadual e manter a vaga no Senado. Para o governo, isso será discutido no futuro.

Os recentes escândalos de corrupção envolvendo Aécio mancharsam um pouco da imagem do partido. Como reverter essa situação?

O partido acredita, por princípio, que tudo tem que ser investigado, com direito a ampla defesa. Não quero antecipar nenhum pré-julgamento porque muito do que foi investigado vem de delações, punir indistintamente, seja quem for, se algo for comprovado.

O partido tem grandes nomes que podem disputar as próximas eleições (Serra, Alckmin e Doria). Qual deles seria o nome ideal para o partido na disputa presidencial?

Essa decisão nós tomaremos mais a frente, realmente temos bons nomes. O Doria é um nome que chegou, mas ainda está construindo seu nome. Já o Alckmin tem uma construção maior, de longa data, acho que ele tem uma trajetória enorme no partido, mas é uma decisão que tem que ser tomada mais a frente.

Max Filho - PSDB Autêntico

Quais os pontos principais da plataforma de governo do senhor para o partido, caso seja eleito?

Nosso propósito é fortalecer o PSDB no Espírito Santo, em torno de suas bandeiras de luta, em torno do fortalecimento de sua base partidária, consolidando autonomia do partido em cada município para o que o partido seja em cada município capixaba um partido forte.

Como será a relação do partido com o Governo do Estado?

Vai ser uma relação madura, mas não representará um alinhamento mecânico e automático com as pretensões eleitorais do atual governador para as eleições de 2018, uma vez que ele pertence aos quadro de outra agremiação partidária.

Qual a importância e a representatividade das lideranças que apoiam o senhor?

Nossa chapa é chamada de PSDB Autêntico porque reúne nomes bem ligados ao partido, que tem história e que não veem representados na figura do vice-governador.

Como o PSDB atuará nos municípios capixabas, principalmente no interior?

Vamos fortalecer o partido em cada município capixaba, conferindo autonomia aos diretórios. Vamos cultivar o princípio da não intervenção, da não interferência, valorizando as decisões do partido em cada município.

Com relação as próximas eleições, quais os objetivos do partido? Vai lançar candidatura majoritária, nomes para o Senado, para Câmara Federal?

O PSDB tem um senador, que possivelmente será candidato a reeleição. Nossas políticas de aliança e as pretensões de candidatura a cargo majoritária serão dialogadas com a base do partido. Nosso compromisso já assinado no nosso manifesto fala que essas decisões serão precedidas de consulta prévia as bases do partido.

Os recentes escândalos de corrupção envolvendo o senador Aécio Neves mancharam um pouco da imagem do partido. Como reverter essa situação?

Os partidos políticos hoje vivem uma crise de credibilidade. Não é um privilégio do PSDB, que também foi arrastado para o meio da crise por sucessão de denúncias contra dirigentes do partido, mas o PSDB é um partido que vai se reerguer e ser reconstruído. Mas tudo isso vai começar na base do partido. A política no Brasil requer muito mais consulta às bases do que acordão com as cúpulas.

O partido tem grandes nomes que podem disputar as próximas eleições (Serra, Alckmin e Doria). Qual deles seria o nome ideal para o partido na disputa presidencial?

O PSDB é um partido parlamentarista fazendo política no presidencialismo. Nesse sentido, vai escolher um nome com densidade política e eleitoral que possa se habilitar a construir uma alternativa que desloque o debate dos atuais extremismos para um debate que dê lugar a racionalidade. Certamente um nome que se encontra com certo destaque é o do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.