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Carnaval: é importante se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

Saúde

Carnaval: é importante se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

Muitas infecções que podem ser transmitidas por meio do contato sexual desprotegido, entre elas: HIV, hepatites, clamídia, gonorreia e sífilis

Foto: Divulgação
A melhor forma de garantir o sexo seguro é fazendo uso do preservativo, externo ou interno.

Cuidar da saúde sexual é importante durante todo o ano, mas no Carnaval é preciso se atentar aos alerta para os riscos de não se prevenir. As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), nova denominação das DSTs, são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

A infectologista Rúbia Miossi destaca que há muitas infecções que podem ser transmitidas por meio do contato sexual desprotegido, entre elas, HIV, hepatites, clamídia, gonorreia e sífilis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, todo ano, mais de um milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis são registrados no mundo. "A prevenção é fundamental, não somente na época da folia, mas o ano todo. Claro que, no carnaval, como há mais festas e animação, há uma atenção ainda maior com os riscos de infecções sexuais", aponta a médica.

A especialista enfatiza que a melhor forma de garantir o sexo seguro é fazendo uso do preservativo, externo ou interno. "Até mesmo com parceiros fixos, é importante não abrir mão desse cuidado", lembra. No caso do HIV, existe a PREP, que é a profilaxia pré-exposição. “Ou seja, a pessoa toma um remédio para evitar contrair o vírus. Essa profilaxia está disponível no SUS e funciona”, enfatiza.

Rúbia diz também que uma forma de conter a transmissão das ISTs é fazendo o teste rápido, disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde. “Quando sabemos que temos uma infecção, nos tratamos e não transmitimos para outras pessoas”.

Sintomas

Os sintomas das infecções sexuais são variados, dependendo do tipo de agente causador. Mas, de maneira geral, a médica diz que podem aparecer lesões nos órgãos genitais (bolhas, verrugas e úlceras), linfonodos (ínguas) na virilha e secreções vaginais ou na uretra.

É importante reforçar, segundo Rúbia Miossi, que algumas ISTs podem ter consequências sérias. O HIV, por exemplo, pode ser controlado, mas não tem cura. “É possível levar uma vida normal fazendo o tratamento e, se estiver indetectável, não transmite mais o vírus. Mas o remédio é para a vida toda”. A infectologista ressalta ainda que algumas infecções podem causar câncer de colo de útero ou câncer de vulva e vagina.