Incidência do câncer ligado ao consumo de fast food aumenta no Brasil

Saúde

Incidência do câncer ligado ao consumo de fast food aumenta no Brasil

Incidência de tumores de cólon e reto cresceu no Brasil. Doença é associada ao consumo de fast food e alimentos industrializados

Foto: Divulgação

O consumo de alimentos industrializados e fast food é uma das realidades da vida moderna. Mas o preço para a saúde é alto. Além de obesidade, hipertensão e diabetes, o câncer de cólon e reto é uma das doenças que podem ser desencadeadas a partir de uma alimentação desequilibrada.

No geral, alimentos como hambúrguer, batata frita, salgado frito, bacon e linguiça são ricos em açúcar, sal, gordura e conservantes. Quando são consumidos com muita frequência, em detrimento de frutas, verduras e legumes, aumentam o risco de desenvolver tumor colorretal.

“É comum retirar dos alimentos industrializados substâncias que reduzem seu tempo de validade, como as fibras. Isso pode levar ao aparecimento de doenças, como o câncer colorretal”, explica o radio-oncologista Carlos Rebello, diretor do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

“Além de reduzir o consumo de fast food, carne vermelha e produtos industrializados, faz parte de uma boa dieta acrescentar verduras, legumes, frutas e alimentos integrais no cardápio”, completa o médico.

No Março Azul Escuro, mês dedicado à prevenção do câncer colorretal, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que a incidência de tumores de cólon e reto aumentou no Brasil: saltou de 36.360 novos casos em 2019 para 38.230 em 2020.

O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, isto é, no cólon ou em sua porção final, o reto. A prevenção pode ser feita por meio de exames de rastreamento, como a colonoscopia, que tem como objetivo detectar pólipos antes que eles se tornem tumores malignos.

Em geral, a doença causa sintomas apenas em estágios mais avançados, sendo que as principais alterações são: presença de sangue nas fezes, diarreia crônica com pouco volume fecal, constipação e cólicas com inchaço abdominal.

Pessoas acima de 50 anos são mais propensas a desenvolverem a doença. De acordo com Carlos Rebello, fatores hereditários também contam, além de obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo constante de bebidas alcóolicas.

O tratamento é feito com intervenção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio e localização do câncer. Segundo Carlos Rebello, a radioterapia é indicada para tumores no canal anal e de reto médio e baixo, podendo ser associada à cirurgia e à quimioterapia.