Vacinação de pessoas de 50 a 59 anos com comorbidades deve começar no final de abril no ES

Saúde

Vacinação de pessoas de 50 a 59 anos com comorbidades deve começar no final de abril no ES

A coordenadora de Imunizações da Sesa, Danielle Grillo, disse que imunização deste grupo deve começar em duas semanas, assim que os idosos acabarem de receber a primeira dose contra a covid-19

Bianca Santana Vailant

Redação Folha Vitória
Foto: Márcia Leal /PMCI

Mais de 393 mil pessoas compõem o próximo grupo contemplado com a vacina da covid-19 no Espírito Santo. São os pacientes com comorbidades, que têm entre 18 e 59 anos. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), Danielle Grillo, para vacinar esses capixabas, que fazem parte do maior grupo prioritário para receber a vacina, o critério deve ser feito por idade e de forma escalonada.

“Primeiro precisamos terminar de vacinar os idosos acima de 60 anos. Depois desse público, será a vez das pessoas com comorbidades previstas no Plano Nacional de Vacinação”, disse Danielle. Ainda segundo a secretária, apenas 30% deste público foi imunizado.

Na prática, isso significa que assim que os idosos acima de 60 anos forem vacinados, as pessoas com comorbidades, entre 50 e 59, serão imunizadas.

“Como é um público muito grande, no Estado são pelo menos 393 mil pessoas com comorbidades, possivelmente faremos a vacinação escalonada por idade. Primeiro de 50 a 59 anos, depois 40 a 49 anos e assim por diante”, afirmou a coordenadora.

Previsão para o início da imunização

A previsão é de que essa nova fase da imunização aconteça em, no máximo, duas semanas. “Se tivermos um grande quantitativo de vacinações essa semana, conseguimos concluir a vacinação desse público acima de 60 anos. Mas considerando que é um público muito grande, e levando em consideração o histórico de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde, é provável que vamos precisar de pelo menos duas semanas para concluir”, disse.

Danielle explicou que nem todas as comorbidades são consideradas, é preciso atender ao critério determinado no Plano Nacional de Vacinação. “Tem um público específico. Pessoas com diabetes, cardiopatia, pneumopatia crônica e cirrose, por exemplo”, explicou.

Laudo para comprovar 

Para se vacinar, será preciso comprovar que é portador de alguma das comorbidades listadas pelo Ministério da Saúde. “Vai ser necessário comprovar que apresentam essa comorbidade, levar um laudo médico que ficará retido com o intuito de evitar fraudes. Ou seja, primeiro precisam estar dentro da lista, e depois comprovar”, resumiu a secretária. 

Ouça a explicação da secretária na íntegra: 

Entrevista Danielle Grillo


Lista de comorbidades do Plano Nacional de Vacinação

Diabetes mellitus - Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves - Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)

Hipertensão Arterial Resistente (HAR) - Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais antihipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em 13 uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos

Hipertensão arterial - estágio 3 PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade - PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Insuficiência cardíaca (IC) - IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar - Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária

Cardiopatia hipertensiva - Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)

Síndromes coronarianas - Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)

Valvopatias - Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)

Miocardiopatias e Pericardiopatias - Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas - Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

Arritmias cardíacas - Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)

Cardiopatias congênita no adulto - Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados - Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

Doença cerebrovascular - Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular

Doença renal crônica - Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica

Imunossuprimidos - Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas

Anemia falciforme - Anemia falciforme

Obesidade mórbida - Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40

Síndrome de down - Trissomia do cromossomo 21

Cirrose hepática - Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C