Hepatite misteriosa em crianças: ES investiga dois casos suspeitos

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Hepatite misteriosa em crianças: ES investiga dois casos suspeitos

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo informou que os pacientes estão estáveis e, a princípio, não há características que estão sendo descritas em outros países

Redação Folha Vitória

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES) confirmou, na última segunda-feira (9), que dois casos suspeitos de hepatite, de causa ainda não definida, estão sendo investigados no Estado. O Ministério da Saúde investiga, pelo menos, 16 casos suspeitos no Brasil. 

Procurada pela equipe da Rede Vitória, a Sesa informou que os pacientes estão estáveis e continuam sendo monitorados. Esclareceu ainda que, a princípio, não há características que estão sendo descritas em outros países. 

Há confirmação da doença, cuja origem ainda é desconhecida, em mais de 20 países. Esse tipo específico da hepatite infantil, em 10% dos doentes, pode exigir transplante de fígado e até levar à morte.  

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No Brasil, até o momento, não há caso confirmado da nova hepatite aguda. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já foi registrada em mais de 300 pessoas no mundo, a maioria crianças, e sua origem ainda é desconhecida. 

A entidade afirma ainda investigar a origem e as causas da doença, incluindo as possibilidades de elo com o adenovírus e o novo coronavírus. A OMS descarta, porém, relação com as vacinas contra a covid-19.

O que se sabe sobre a hepatite misteriosa?

Segundo a OMS, a hepatite é uma inflamação que atinge o fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos (hepatite viral) e agentes não-infecciosos. A infecção pode levar a uma série de problemas de saúde, que podem ser fatais. 

Os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum dos casos confirmados até agora, além de sua manifestação súbita e grave em crianças saudáveis ser considerada incomum.

Os sintomas dessa hepatite aguda são em sua maioria gastrointestinais e incluem dor abdominal, diarreia, vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas, além de icterícia (pele e/ou olhos com cor amarelada) e ausência de febre. 

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Como a origem da doença ainda é desconhecida, o tratamento por enquanto se restringe a aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente, se o caso for grave.

Embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos de idade, a maioria dos casos está na faixa de 2 a 5 anos. O quadro das crianças europeias é de infecção aguda e a maior parte delas não havia se vacinado contra o coronavírus, o que descarta a princípio algum tipo de relação entre a doença e a imunização.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma forma de prevenção contra a hepatite é seguir as medidas básicas de higiene, que incluem lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar. 

A prática também pode proteger contra a transmissão do adenovírus, um vírus comum que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia. Sua presença foi identificada nas crianças afetadas, mas a ligação entre as duas doenças ainda segue em investigação.

Com informações do Estadão.