ES recebe novo lote com 4,2 mil comprimidos de medicamento para tratar covid-19

Saúde

ES recebe novo lote com 4,2 mil comprimidos de medicamento para tratar covid-19

O baricitinibe, aprovado pela Anvisa, está disponível apenas para pacientes internados em hospitais com necessidade de suporte de ventilação mecânica

Ana Carolina Monteiro

Redação Folha Vitória
Foto: Diego Simao

Espírito Santo recebeu um novo lote com 4,2 mil comprimidos do medicamento baricitinibe, para tratar pacientes com covid-19. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2021, já é usado em casos de artrite. O tratamento consiste na administração de um comprimido ao dia durante 14 dias. Porém, ele está disponível apenas para pacientes internados em hospitais com necessidade de suporte de ventilação não invasiva.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, a remessa é suficiente para tratar 300 pacientes. "Essa quantidade acreditamos ser possível atender a todos os pacientes que reúnem esse perfil dentro do sistema de saúde ao longo do final do mês de junho e ao longo de todo o mês de julho", disse.

Após isso, um novo processo licitatório ordinário deverá acontecer para garantir a compra de novos comprimidos para os meses de setembro a dezembro. Um outro medicamento, o Paxlovid, da farmacêutica Pfizer, também deverá fazer parte da rotina de tratamento de pacientes internados. O secretário explicou que a compra dele será efetuada de maneira centralizada pelo próprio Ministério da Saúde.

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Diferente do baricitinibe, o medicamento da Pfizer será destinado a pacientes com comorbidades e idosos para tratamento ambulatorial e também domiciliar com quadros mais leves. 

ES registrou 23 solicitações de internação na semana passada

Na segunda semana deste mês, as internações saíram do patamar de quatro solicitações novas na rede pré-hospitalar com casos confirmados, no mês de maio, para 23. 

Durante coletiva na tarde de quarta-feira (23), o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, falou sobre a importância da testagem para o monitoramento da pandemia. 

"Na semana anterior à esta em curso, tínhamos uma positividade de 23% para antígeno e menos de 15% para RT-PCR. Nesta semana já temos mais de 30% de positividade para antígeno e chegamos a mais de 20% para RT-PCR. Isso demonstra o crescimento muito acelerado desta onda. Não é uma elevação momentânea, mas uma nova onda com crescimento significativo", explicou. 

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