Risco de infarto aumenta em até 30% no inverno; entenda o motivo

Saúde

Risco de infarto aumenta em até 30% no inverno; entenda o motivo

Especialista explica que a covid-19, por se tratar de um quadro infeccioso, pode aumentar as chances de infarto e AVC, além de outros fatores. Conheça os sintomas e como prevenir o problema

Ana Carolina Monteiro

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

Em épocas em que o clima é mais frio, como o outono e o inverno, com temperaturas mais baixas, o risco de doenças cardíacas aumenta em até 30%, no caso do infarto. Já no de Acidente Vascular Cerebral (AVC), 20%. Os dados são do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Entre os principais motivos, está a chamada vasoconstrição que provoca a redução do fluxo sanguíneo.

Especialistas explicam que ao tentar manter o organismo aquecido, na faixa de 36,1ºC, os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo o diâmetro. O coração, então, precisa fazer mais força para bombear o sangue. 

Segundo o cardiologista, Fabiano Rua Ribeiro, as baixas temperaturas podem levar ao aumento do metabolismo do corpo, induzindo ao vasoespasmo das artérias do coração, além da vasoconstrição. Existe ainda um outro fator relacionado ao aumento no registro de casos. 

"Também é reconhecido que os quadros infecciosos tem relação com o aumento de casos de infarto e AVC, pelo mesmo mecanismo de aumento do metabolismo e necessidade de maior consumo de oxigênio pelo coração. O fato de no inverno termos maior incidência de quadros de infecção respiratória, justifica o aumento dos casos de cardiopatia nesse período", explicou o especialista.

É importante lembrar que a covid-19, por se tratar de um quadro infeccioso, também pode aumentar as chances de infarto e AVC. A doença, inclusive, está mais relacionada a eventos de trombose, que levam à essas doenças.

Quais os fatores de risco?

Entre os principais fatores desencadeadores do infarto estão o tabagismo e o colesterol alto. Depressão, estresse, obesidade, hipertensão, pessoas com histórico na família e diabetes também fazem parte da lista. 

Inclusive, estudos indicam que os diabéticos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.

Conheça os sintomas do infarto:

O principal sintoma é dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax. 

- Suor frio;

- Palidez; 

- Falta de ar;

- Sensação de desmaio;

- Perda de força ou de sensibilidade nos braços e pernas;

Em pessoas idosas, o principal sintoma pode ser a falta de ar. A dor também pode surgir na região abdominal e ser semelhante à dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo. Casos assim, são pouco frequentes. Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ocorrer sem sinais específicos. 

Foto: Divulgação
Praticar exercícios regularmente ajuda na prevenção do infarto e do AVC

Para Fabiano Rua Ribeiro, a prevenção é uma arma importante contra o infarto. 

"A prevenção do evento cardiovascular passa pela melhora dos hábitos de vida e também controle medicamentoso, quando necessário. A boa prevenção ainda é o maior aliado para diminuir as chances de ter um evento cardiovascular."

Portanto, fuja do sedentarismo. A prática regular de exercícios físicos, parar de fumar, abusar da alimentação saudável e ingerir bastante água são fundamentais para evitar o entupimento das artérias e consequente infarto.

"Não existe uma periodicidade ideal para procura do médico porém os pacientes com mais fatores de risco devem ter mais brevidade nas consultas, como por exemplo de 6/6 meses",  concluiu o cardiologista.

Como é o tratamento para o infarto?

Infarto é uma emergência e exige socorro médico o mais rápido possível. O tratamento deve ser feio no hospital e pode incluir medicamentos e procedimentos cirúrgicos. 

Estar atento aos sintomas e Identifica-los pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa que sofreu infarto.


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