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Malária no ES: número de casos registrados em uma semana é 2 vezes maior do que 2017

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Saúde

Malária no ES: número de casos registrados em uma semana é 2 vezes maior do que 2017

O número passou de 25 casos em 3 de agosto, para 106 até a última quarta-feira (9)

Thaiz Blunck

Redação Folha Vitória

O número de casos de malária confirmados no Espírito Santo em menos de uma semana, é duas vezes maior do que o registro de todo o ano de 2017. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o número passou de 25 casos em 3 de agosto, para 106 até a última quarta-feira (9), enquanto que, de janeiro a dezembro do ano passado, 49 capixabas receberam o diagnóstico da doença.

Os casos se concentram nos municípios de Vila Pavão, que decretou estado de emergência no início da semana com 86 pessoas infectadas e Barra de São Francisco, com 20 confirmados até o momento. Na Grande Vitória, o primeiro caso foi registrado no município de Vila Velha. De acordo com a prefeitura do município, a idosa, de 82 anos, veio de Vila Pavão para a casa da filha, no bairro Riviera da Barra. Após sentir um mal estar, ela procurou uma unidade de atendimento e fez os exames que comprovaram a doença. 

Segundo o médico infectologista Paulo Mendes Peçanha, o surto acontece no Noroeste do Estado e as chances de chegar à Grande Vitória são pequenas, uma vez que, o mosquito fêmea Anopheles, principal transmissor da doença, normalmente se concentra em áreas rurais. Ele destaca que, neste primeiro momento, a grande preocupação é trabalhar para dar um diagnóstico rápido. 

"Nesse momento, o surto parece que está concentrado no Noroeste do Estado. A grande preocupação é dar o diagnóstico rapidamente, principalmente para as pessoas que estiverem passado por aquela região. Precisamos ter atenção para isso se estender para o Norte do Estado, mas aqui na Grande Vitória mesmo as chances são pequenas porque o mosquito transmissor não é de área urbana, como o Aedes aegypti, por exemplo", destaca. 

Casos

Ações
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus) informou que não existem casos de malária no município e destacou que equipes da Vigilância Epidemiológica fazem contato diário com hospitais e unidades de monitoramento para orientação aos profissionais sobre prevenção e tratamento.

Em Vila Velha, a Vigilância Ambiental tem realizado a investigação entomológica nos casos de malária (importado, introduzido, autóctone, critico) registrados pela Vigilância Epidemiológica do município com o objetivo de prevenção. Com a ação é possível saber se o local onde se encontra o indivíduo infectado é área de risco de transmissão. A busca ativa do Anopheles, mosquito transmissor da malária, é feita nas residências. Caso detectada a presença do inseto, são realizadas as medidas de controle. 

Em Cariacica, não há caso suspeito ou confirmado de Malária em desde fevereiro de 2018, segundo a Vigilância Epidemiológica. O último caso confirmado foi detectado em Janeiro de 2018, de um paciente que esteve na região de Aracruz, provável local de infecção. No momento, as medidas de prevenção estão sendo realizadas através de orientações à população sobre a doença.

De acordo com a prefeitura, agentes da Coordenação de Vigilância Ambiental realizam diariamente visitas domiciliares, abordagem educativa, visita in loco, fumacê, bloqueio nos locais com índice de infestação de mosquitos acima do preconizado pelo Ministério da Saúde. O órgão destaca ainda que diariamente os agentes de saúde orientam aos moradores para que mantenham seus quintais sempre limpos, caixas d'água bem tampadas, acondicionar bem o lixo doméstico e colocar para fora sempre no dia e horário da coleta e por fim ter a responsabilidade de uma vez por semana realizar uma inspeção minuciosa em seus quintais e suas residências.