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Alcoolismo: veja como ajudar um parceiro alcoólatra?

Saúde

Alcoolismo: veja como ajudar um parceiro alcoólatra?

O alcoolismo é considerado uma doença, pois apresenta uma forte dependência física

Foto: Divulgação

O alcoolismo é caracterizado por uma forte dependência física e psicológica do consumo de álcool. Muitas pessoas são afetadas por este grave distúrbio. Além de envolver problemas graves de saúde, o alcoolismo tem repercussões físicas, e também psicológicas, e não apenas no viciado, mas também em seu entorno. Pessoas alcóolatras acabam tendo problemas no local de trabalho, família, relacionamento e etc. 

O alcoolismo é considerado uma doença, pois apresenta uma forte dependência física. Uma vez que o alcoólatra tenha reconhecido o seu problema e decidido iniciar uma terapia, ele precisa da ajuda das pessoas ao seu redor, com todo o seu apoio, empatia, compreensão e paciência.

Veja algumas dicas de como ajudar pessoas com problemas relacionados ao uso do álcool

Somente a pessoa viciada pode tomar a decisão de iniciar a terapia e se desintoxicar. Nesse sentido, as pessoas ao seu redor só podem tentar conscientizá-la, mas nunca obrigá-la. Você pode ajudá-lo a perceber que o álcool é um problema e essa abordagem deve sempre ser de ajuda e apoio, e nunca de uma posição de ataque ou com o objetivo de culpar o viciado.

Por exemplo, você deve evitar dizer “quando você bebe fica insuportável e faz papel de bobo“. Pelo contrário, devemos nos aproximar com empatia e delicadeza, sem ataques diretos. Assim, é melhor falar em termos de “eu sei que é difícil …”, “eu entendo você, mas …”.

O alcoólatra deve contar com a ajuda de um profissional

O primeiro passo é a conscientização do problema, algo que podemos fazer através da empatia para entender o viciado, além disso, você deve ter em mente que essa abordagem para falar sobre a dependência sempre deve ser feita em um momento de sobriedade. É inútil fazê-lo quando a pessoa está sob a influência do álcool.

No entanto, você deve estar ciente de que muitos viciados negam fortemente o seu vício. Nesse sentido, ajudá-los a perceber pode fazer com que se virem contra você, considerando que estão sendo acusados ou atacados.

Portanto, lembre-se sempre de que você não pode forçar alguém a se curar se não quiser. Seu papel é ajudar a aumentar a conscientização sobre um problema, nada mais do que isso. Se a outra pessoa insistir em não querer se curar ou não entender que há um problema, você não deve se culpar por isso.

Nunca ajude o alcoólatra a beber

Evite comprar bebidas para o parceiro. Você deve deixar claro que não concorda com o vício e que o considera um problema. Portanto, se ele quiser beber, ele próprio terá que comprar o álcool. Você não deve colaborar para a manutenção do seu vício.

Da mesma forma, seu parceiro pode estar procurando desculpas para sair e tomar uma bebida. Se você sentir que a intenção dele é beber, deve ser claro, assertivo e recusar. Insistimos: você não deve colaborar para manter o seu vício.

Juntamente com a terapia e a ajuda profissional, o alcoólatra poderá voltar a desfrutar de uma vida plena.

A taxa de alcoólatras crônicos que conseguiram deixar o vício sem ajuda profissional é muito baixa. Portanto, se seu parceiro tiver consciência de que tem um problema e quiser obter ajuda, apoie-o.

Existem terapeutas especialistas em vícios que podem guiá-lo nessa jornada árdua e difícil. Existem também associações, como os Alcoólicos Anônimos, que dão apoio àqueles com esse tipo de dependência.

Por sua parte, você pode se envolver procurando um especialista, acompanhando-o, informando-se e conversando com o terapeuta sobre como você deve agir para que a desintoxicação seja bem-sucedida.

Além disso, você pode procurar atividades para realizarem juntos nas quais o álcool seja incompatível. Por exemplo, fazendo um curso juntos, indo a uma academia ou exercitando-se em uma caminhada. Lembre-se de que o viciado deve se reeducar, ou seja, deve aprender a se divertir sem o álcool.

Evite situações de estresse ou que despertem a necessidade de beber

Isso sempre é aconselhável, mas muito mais quando o viciado está em terapia, com o objetivo de evitar recaídas. Devemos ser capazes de reconhecer as situações que estressam o viciado e, portanto, tentar evitá-las. O estresse o levará a querer beber, dificultando a sua recuperação.

Devemos estar vigilantes e tentar prevenir as situações que desencadeiem sua necessidade de beber. Não é fácil, mas seu parceiro precisa de todo o seu apoio e paciência. Não o culpe, ele está doente. Não o ataque, ele tem problemas. O que você deve fazer é entendê-lo e apoiá-lo, estar perto e colaborar em sua recuperação.

Além disso, lembre-se sempre de que você não pode ajudar alguém que não quer se ajudar. Não se sinta culpado se você não tiver sucesso; você fez o que pôde.

*Com informações do Portal R7