Ministério da Saúde propõe vacinação contra gripe e covid-19 no mesmo dia

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Ministério da Saúde propõe vacinação contra gripe e covid-19 no mesmo dia

Grupo do Ministério da Saúde pretende suspender o intervalo entre as vacinas para aumentar a adesão da imunização contra a gripe

Foto: Agência Brasil/ Tânia Rêgo

Técnicos do Ministério da Saúde querem eliminar o intervalo mínimo de 14 dias entre aplicações das vacinas contra a gripe e a Covid-19, possibilitando que ambas as doses possam ser recebidas no mesmo dia por quem procurar os postos médicos.

A intenção é aumentar a adesão à Campanha Nacional de Imunização contra a gripe e a expectativa é que uma nota técnica saia nos próximos dias, oficializando a recomendação.

“A Câmara Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Cetai) apresentou um estudo mostrando que não há problema em lançar mão dessa estratégia [de intervalo entre as diferentes imunizações]”, afirmou o ministro-substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, nesta segunda-feira (27).

O objetivo, segundo Cruz, é “aproveitar que o cidadão que já está no posto para tomar a segunda dose da (vacina contra a) Covid receba também a da gripe”, aumentado, assim, a adesão. 

A recomendação valerá para todas as faixas etárias do público incluído nas campanhas. “Em breve soltaremos a nota técnica com todas as recomendações e o posicionamento oficial do ministério”, reiterou Cruz.

 A previsão é que essa publicação seja feita ainda esta semana, oficializando a eliminação do prazo entre as doses. 

Ampliação de aplicação das doses de reforço também está em pauta

Outro assunto tratado na última reunião da Cetai foi a ampliação da dose de reforço contra a Covid para os profissionais de saúde. A novidade foi anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga, na última sexta-feira (24), mas ainda precisa ser oficializada em publicação no Diário Oficial da União. Na ocasião, o ministro ainda fez uma publicação em uma rede social:

"Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa. Essa já é a maior campanha de vacinação da história do Brasil. Brasil unido por uma #PátriaVacinada".

Queiroga, no entanto, não deixou claro quais outros imunizantes podem ser utilizados na falta de Pfizer. Segundo Cruz, a Janssen deve ser incluída no rol de possibilidades para servir de dose reforço, o que ainda não ocorreu por falta de um cronograma que assegure a oferta da vacina no Brasil. 

“Hoje, o que a gente tem disponível para as doses de reforço são as vacinas da Pfizer. São essas que a gente vai disponibilizar. Tão logo a gente tenha o cronograma de entrega de Janssen, elas poderão ser utilizadas como dose de reforço”, explicou o ministro-substituto.

A Janssen ainda não disponibilizou o cronograma de entregas oficial, mas Rodrigo Cruz adiantou que essa informação deve estar nas mãos da pasta ainda esta semana. Ele adiantou, no entanto, que a previsão é de entregas no último trimestre do ano.

Profissionais de saúde serão imunizados com 3ª dose no ES

Profissionais da saúde serão vacinados com doses de reforço contra covid-19 no Espírito Santo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). 

De acordo com a Sesa, assim que forem disponibilizadas ao Estado doses para este grupo, estas serão enviadas aos municípios para início da imunização.

Em nota, a Secretaria da Saúde informou que já vinha defendendo a vacinação dos profissionais da saúde com dose de reforço. Afirmou ainda que "a decisão foi um importante passo para a Campanha de Vacinação Contra a covid-19".

*Com informações do Portal R7