Acupuntura é grande aliada no tratamento do paciente oncológico

Saúde

Acupuntura é grande aliada no tratamento do paciente oncológico

Tratamento diminui os sintomas da quimioterapia como náuseas, vômitos, fadiga, diarreia e perda de apetite, melhorando a qualidade de vida do paciente

Foto: Pixabay
Médico acupunturiatra é o profissional mais preparado e habilitado para executar o procedimento com segurança.

Na maioria dos casos, os efeitos da quimioterapia e radioterapia são devastadores tanto para o corpo como para o emocional do paciente. Nos casos de pacientes que estejam passando por um tratamento oncológico, a acupuntura age diretamente nos sintomas consequentes desse tratamento, como náuseas, vômitos, fadiga, constipação, diarreia, perda de apetite, entre outros. 

A abordagem da acupuntura não é do câncer específico, ou seja, ela não é o tratamento principal, mas atua como tratamento coadjuvante nas dores e nos sintomas decorrentes dos outros tratamentos. Também ajuda no estado de ânimo do paciente, pois modula estados emocionais, que é determinante para que ele consiga dar continuidade ao tratamento. Hoje, com os recursos da medicina, as chances de cura melhoraram muito e a acupuntura pode propiciar mais qualidade de vida, agindo nos sintomas de ansiedade e depressão, permitindo que as pessoas tolerem mais o tratamento tradicional. 

A médica especializada em Acunpunturiatria, Dinamara Kran Rocha explica o tratamento.

Como é realizado o tratamento?

Dinamara Kran: De forma resumida, a intervenção por acupuntura se dá através do estímulo do sistema nervoso periférico e sistema miofacial principalmente por meio da inserção de agulhas na profundidade dos tecidos, atingindo as chamadas zonas neurorreativas ou “pontos de acupuntura” e desencadeando uma cascata de eventos que envolvem modulação neural, imunológica, metabólica e gênica que culminam na supressão das informações sensoriais e alívio da dor, tudo isso promovendo a normalização das funções do organismo. O tratamento pode ser ser realizado tanto ambulatorialmente quanto intra hospitalar e o número de intervenções depende de cada caso, dos sintomas a serem tratados e das condições clínicas do paciente.

Quem pode fazer?

Dinamara Kran: As condições especiais do paciente oncológico fazem com que a intervenção por acupuntura nessa população em especial seja um desafio maior do que em pacientes sem câncer. A intervenção acupunturiátrica não é um procedimento inócuo e livre de riscos, apesar de ser uma técnica considerada segura e eficaz para uma série de condições patológicas, com poucos efeitos adversos e em geral de baixa gravidade quando praticada por médico habilitado.

 A abordagem ao paciente oncológico requer alto nível de especialização e atualização, e o diagnóstico correto e precoce é decisivo no estabelecimento do prognóstico e do tratamento adequado. É importante ressaltar que a acupuntura oncológica tem sua indicação de forma adjuvante. Jamais em substituição aos tratamentos convencionais instituídos e o paciente deve ser esclarecido quanto a isso. O atraso do início do tratamento impacta diretamente na sobrevida do paciente, cabendo ao médico a indicação do tratamento adequado e o manejo clínico, sendo o médico acupunturiatra o profissional mais preparado e habilitado para indicar, contraindicar e executar o procedimento acupunturiátrico com segurança.

Gera alguma complicação?

Dinamara Kran: Pacientes portadores de câncer constituem uma população única e especial para o tratamento com acupuntura. Geralmente são pacientes debilitados pela doença de base e pelo tratamento oncológico e, portanto, mais propensos à disfunção do sistema imunológico, sangramentos, desnutrição e emagrecimento. Estando mais suscetíveis às complicações de um procedimento invasivo como é o caso da acupuntura, devendo o médico acupunturiatra ter o conhecimento da doença de base e das condições inerentes a estes pacientes e reconhecer as possíveis complicações para que estas possam ser prontamente tratadas.

Quanto tempo dura o tratamento? 

Dinamara Kran: É difícil determinar a duração do tratamento (quantidade de sessões), já que a abordagem por acupuntura pode ser disponibilizada ao paciente desde o diagnóstico até o tratamento e também durante o processo de reabilitação, podendo variar de paciente para paciente e depender da sintomatologia apresentada e condições clínicas do paciente. 

Quando se fala da associação entre acupunturiatria e oncologia, a intervenção por acupuntura pode auxiliar tanto no manejo da dor oncológica, como nas alterações e complicações enfrentadas no decorrer do tratamento oncológico convencional incluindo a quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, auxiliando no manejo clínico desses efeitos adversos, incluindo tanto os sintomas físicos como os psicológicos. Além disso, tem importante e fundamental papel no processo de reabilitação.

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