Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil: uma das principais causas de morte em crianças e adolescentes

Saúde

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil: uma das principais causas de morte em crianças e adolescentes

Quanto mais rápido é o diagnóstico, maiores são as chances de cura, chegando à média de 70% quando o tratamento ocorre em centros especializados

Foto: Divulgação

No dia 23 de novembro se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. A data é importante como alerta para os pais e responsáveis, pois o câncer infantil tem sintomas muito parecidos às tradicionais doenças das crianças, tais como: vermelhidão, febre alta, dor abdominal e manchas arroxeadas.

Quanto mais rápido é o diagnóstico, maiores são as chances de cura, chegando à média de 80% quando o tratamento ocorre em centros especializados, que oferecem métodos modernos de cirurgias, quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.

O câncer é uma das principais causas de morte em crianças e adolescentes, entre os 5 e 19 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados por ano, 12 mil novos casos da doença nessa faixa etária.

O ortopedista e diretor regional do estado da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, Jorge Kriger, explica quais são os principais tipos de tumor. “Os tumores ósseos primários ou sarcomas ósseos acometem, principalmente, adolescentes e representam 4% dos casos de câncer infanto-juvenil, sendo os mais comuns o osteosarcoma e o sarcoma de Ewing” relata.

Kriger explica quais são os sintomas da doença. “A manifestação desses tumores se dá através de massas e inchaços, podendo ser visíveis ou não, apresentando dores, principalmente, na região dos joelhos e da bacia. Não existe atualmente forma de prevenir o tumor musculoesquelético, logo o foco deve ser dado no diagnóstico precoce e a correta orientação terapêutica” revela.

O ortopedista Dr. Bernardo Barroso, explica que também é preciso ficar de olho em alguns sinais e reforça sobre o diagnóstico mais rápido. “Dor nos ossos, palidez, manchas roxas pelo corpo e febre persistente são alguns sinais de alarme. O diagnóstico precoce é muito importante, pois aumenta as chances de cura”, relata.  

O diagnóstico é feito através de exames de imagem, como por exemplo, raio-x, tomografia e ressonância magnética. Assim, pode-se prever a necessidade de exames de biópsia, a fim de identificar a natureza do tumor.

Kriger também explica como é feito o diagnóstico. “Na suspeita de tumores malignos, são realizados exames para rastrear se ocorreram metástases, que é quando o tumor primário produz outros tumores pelo corpo. As metástases desse tipo de tumor primário se manifestam, principalmente, nos pulmões” disse.

Após a identificação do tumor, no caso dos tumores malignos, inicia-se a quimioterapia e posteriormente a cirurgia para ressecar o tumor, podendo ser substituído por uma prótese ou ser submetido à amputação. A radioterapia também pode ser necessária, dependendo do tumor.

O diagnóstico precoce é um fator muito importante no tratamento e sobrevida do paciente. O tratamento deve ser instituído por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas.