Psicólogo é tudo igual? Veja 6 dúvidas comuns e saiba como escolher o profissional ideal

Saúde

Psicólogo é tudo igual? Veja 6 dúvidas comuns e saiba como escolher o profissional ideal

A escolha do psicólogo faz muita diferença no processo terapêutico e é uma das principais formas de garantir o sucesso do acompanhamento psicológico

Bianca Santana Vailant

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução/ Freepik

Uma atividade fundamental, mas que ganhou ainda mais visibilidade na pandemia. Se antes falar em procurar acompanhamento psicológico era considerado um tabu, hoje as pessoas estão cada vez mais abertas à terapia. 

No entanto, a busca por um psicólogo ainda é um processo que gera dúvidas e, infelizmente, acaba deixando alguns pelo caminho. A reportagem do Folha Vitória resolveu tirar as principais dúvidas sobre esse processo e te ajudar a encontrar um psicólogo que seja ideal para você. 

Para começar, uma pergunta simples: afinal, psicólogo é tudo igual? De acordo com a psicóloga clínica, Lays Oliveira, a resposta é não!

"Existem vários campos de atuação nos quais a psicologia pode exercer sua ciência, como por exemplo a psicologia clínica, hospitalar, escolar, forense. Assim como existe diferentes formas de enxergar o ser humano no mundo. Essas diferenças influenciam diretamente em sua metodologia e fundamentação das suas intervenções, o que faz os psicólogos se diferenciarem em suas abordagens. Além disso, existe a subjetividade de cada cliente versus terapeuta, que influencia ao longo do processo", explicou.

E como eu vou saber qual a melhor opção para mim? 

A especialista explicou que a escolha do psicólogo faz muita diferença no processo terapêutico. Disse ainda que uma das principais formas de garantir o sucesso do acompanhamento psicológico é manter um bom vínculo e relação entre profissional e cliente. 

"As sessões não serão satisfatórias se não houver uma conexão e entendimento mútuo. Mesmo se o psicólogo for considerado um profissional renomado e a abordagem psicológica for a correta para o perfil do paciente, não será possível aproveitar os benefícios da terapia, se não houver vinculo terapêutico", disse. 

O que eu devo observar para escolher um bom profissional?

Lays disse que ao se perguntar como escolher um bom psicólogo ou psicóloga, você deve considerar os seguintes fatores:

- sensibilidade

- empatia

- escuta

- acolhimento

- ética profissional

"Por isso, o ideal é conhecer, pesquisar e buscar aquela que mais se adequa ao seu perfil, e além de tudo perceber se há uma boa relação terapêutica", disse. 

Quais são os tipos mais comuns de terapia? 

Existem vários métodos terapêuticos e, segundo a psicóloga, esses métodos são relacionados a tudo que gera prazer e bem-estar ao indivíduo, e vão desde realizar alguma atividade, exercícios, arte, leitura, dança ou até pausas. 

"Já no aspecto da psicoterapia e análise, existem algumas vertentes científicas nas quais o psicólogo se baseia para exercer a suas intervenções", disse. 

Veja quais são as principais:

1. Psicanálise

2. Psicologia Analítica 

3. Behaviorismo

4. Terapia Cognitivo Comportamental

5. Psicologia Humanista

Mas e se eu não gostar do profissional logo “de cara”, devo insistir?

"Se você não se sentir confortável com o psicólogo selecionado, não hesite em procurar outro profissional. Você pode achar que a psicoterapia não é para você, mas na verdade, você e o profissional não criaram o que chamamos de vínculo terapêutico, que é muito importante durante esse processo", afirmou.

Lays disse também que, neste caso, é aconselhado conversar com o próprio psicólogo sobre as suas dificuldades para que sejam feitos ajustes nas sessões ou para que outro profissional seja recomendado. "O importante é não desistir de procurar ajuda quando necessário". 

E qual a diferença entre o desabafo e a psicoterapia?

Diferente do que muitos pensam, fazer terapia não é apenas falar sobre a vida, como se faz com os amigos. Entenda a diferença:

O que é desabafar?

"O desabafo por si só tem finalidade de aliviar as tensões por meio de relatar os problemas aos amigos, familiares ou conhecidos. Não é raro nos sentirmos bem logo após desabafar, falar de coisas que nos incomodam. Costumo dizer que quando desabafamos, conseguirmos esvaziar caixinhas dentro da gente, para que possamos preenche-las novamente", disse. 

Apesar do alívio trazido pelo desabafo, existem momentos na vida em que so desabafar não é o suficiente para resolver algumas demandas existenciais e de ordem emocional.

Buscar ajuda de um profissional da área de saúde vai muito além de desabafar com um amigo.

O que é a psicoterapia?

"Enquanto a conversa com um amigo, na maioria das vezes, existe a troca de experiências, na escuta profissional do terapeuta, há descrição, sigilo, ausência de julgamentos, escuta atenta e presente para a demanda que o cliente traz. Nesse ambiente a pessoa pode se abrir sem restrições", explicou. 

Quem busca a psicoterapia, segundo a psicóloga, relata acontecimentos e experiências da vida, buscando por mudanças, autocuidado e autoconhecimento, ou seja, alternativas para mudar o que está causando mal-estar.

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