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Cerca de 50% dos capixabas usam celular antes de dormir, aponta levantamento

Saúde

Cerca de 50% dos capixabas usam celular antes de dormir, aponta levantamento

Segundo especialistas, hábito pode prejudicar qualidade do sono; 35% dos entrevistados revelou, também, dormir menos do que o recomendado

Foto: Divulgação

Cerca de 50% dos capixabas têm o hábito de usar o celular antes de dormir, prática que pode interferir na qualidade do descanso. É o que revelou o levantamento “Hábitos e percepções do sono: um estudo contemporâneo do repouso”, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), com o objetivo de avaliar a relação da população com o sono, sua preparação e cuidados com os itens indispensáveis ao ato de dormir.

Além do uso de aparelhos eletrônicos, foi constatado que, apesar de 75% dos entrevistados do Espírito Santo considerarem muito importante ter uma boa noite de sono, cerca de um terço (35%) não consegue dormir a quantidade de horas recomendadas (de seis a oito horas) – algo que pode ter impacto na saúde. De acordo com um estudo publicado na revista científica NCBI, não dormir adequadamente pode impactar a concentração e a motivação, além de aumentar as chances de ansiedade e depressão.

Os resultados do levantamento mostram, também, que os hábitos de sono interferem diretamente na rotina do indivíduo e vice-versa. Enquanto o estresse (40%) e o barulho (40%) foram apontados pelos entrevistados capixabas como principais fatores para noites mal dormidas, estudos como o publicado pela NCBI mostram que indivíduos que dormem mal tem mais predisposição à irritação, por exemplo.

“Uma boa noite de sono tem mais impacto em nossa rotina do que se imagina. Por isso, é importante ter atenção a todos os aspectos relacionados ao ato de dormir, desde os momentos que precedem o sono até a escolha adequada do colchão”, afirma Fabiana Manzano, diretora-executiva do INER.

Colchão: um novo espaço de entretenimento

Outro achado interessante está relacionado à mudança de status do colchão: de um item unicamente voltado para o ato de dormir para um espaço de entretenimento, função antes que era apenas do sofá. O levantamento apontou que 55% dos entrevistados assistem TV ou séries e 45% leem deitados em seu colchão. Jogar videogame, meditar e até fazer refeições foram outras atividades mencionadas pelos entrevistados.

Se, por um lado, isso pode indicar como o colchão vem ganhando espaço dentro dos lares brasileiros, por outro chama a atenção para a necessidade de maior cuidado com a escolha e manutenção do colchão. Apenas 45% dos entrevistados capixabas afirmaram saber que o colchão tem validade; e 55% revelaram não fazer a troca no prazo de cinco anos, considerado adequado pelos especialistas. “É importante reforçar cinco anos não representam, necessariamente, um prazo máximo para troca do colchão, mas sim um período em que devem ser redobrados os cuidados com esse que é o principal produto relacionado com a qualidade do nosso sono”, ressalta Fabiana Manzano.