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Suspeito de sequestrar e assassinar Thayná confessa estupro contra menina de 11 anos

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Polícia

Suspeito de sequestrar e assassinar Thayná confessa estupro contra menina de 11 anos

Ele prestou depoimento na CPI dos Maus Tratos e confessou um dos crimes pela primeira vez.

Clemilda, mãe de Thayna, esteve presente na CPI para prestar depoimento.

Ademir Lucio Ferreira, acusado de sequestrar, estuprar e matar a menina Thayná Andressa de Jesus, foi ouvido na manhã desta sexta-feira (25) na CPI dos Maus Tratos, em Vitória. Durante o depoimento, ele confessou pela primeira vez que estuprou uma menina de 11 anos. O caso foi três dias antes da morte de Thayná.

“O outro processo fui eu, mas esse da Thayná não foi. Vou provar”, disse ele enquanto se justificava para a mãe da menina morta, que também esteve presente na CPI e fez perguntas ao acusado.

Logo no início do depoimento, Ademir disse que não queria ser filmado e afirmou que foi preso injustamente por um crime que não havia cometido. Mas quando questionado sobre se mantinha relações com outras meninas, ele confirmou o fato com a cabeça. A princípio, ele não queria comentar sobre Thayná e disse que foi torturado por policiais.

“Estou sendo torturado até hoje. Estou com a boca quebrada e vou perder um testículo”, comentou, chorando. Ele também disse que não conhece a mãe de Thayná e afirmou que desconhece o fato de ter sequestrado, estuprado e matado a jovem.

A mãe da vítima, Clemilda Aparecida, ficou lado a lado com o acusado e contou como foram os dias até a polícia encontrar Ademir. Ela destacou que precisou fazer protesto e ir atrás de provas para conseguir ter um retorno sobre o caso.

Ademir chorou durante o depoimento

“Consegui as câmeras e vi ela entrando no carro dele. Ele teve coragem de pegar a minha filha, abusar dela, matar e colocar fogo. Ele teve coragem de fazer isso com uma criança que não teve o prazer de fazer 15 anos. Ele nunca tinha me visto antes na vida e ele não tem noção do que fez na minha vida. Na vida de uma criança que queria crescer e ser feliz. Pelo menos agora ela está com Deus e em paz. Ele é um monstro e merece muito sofrer, pois eu não consigo entender como ele conseguiu convencer a minha filha entrar naquele carro”, destacou a mãe.

Sobre as afirmações de Clemilda, Ademir falou que não era ele no carro e sim outra pessoa. Mas confirmou que o veículo era dele. “Até agora, ela está se baseando no que a polícia falou. Naquele dia eu não estava naquele carro. Era outra pessoa. Eu também tenho filho. No fórum, eu ia falar quem era que estava naquele carro. Até agora não tive direito de falar. Não posso dizer, estou sendo ameaçado, torturado. Está em segredo de Justiça. Os policiais me torturaram em Porto Alegre. Roubaram as minhas coisas e estragaram os meus testículos. O outro processo fui eu, mas esse da Thayná não foi. Vou provar”, destacou.

Sobre a CPI, a mãe de Thayná disse que espera que isso faça com que a legislação mude e pessoas que cometem crimes como esse possam ter uma pena mais rigorosa. “Eu espero que com essa conversa a gente consiga mudar, aumentar a pena, que a gente não tenha medo de que eles voltem mais tarde. Eles acham que nunca vão ser pegos, vão sempre camuflar e não serão presos. Isso precisa mudar”.

Outro caso

O primeiro depoimento do dia foi do ex-servidor da Prefeitura de Vitória, Diniz Horácio da Silva, preso em flagrante por abusar de uma menina de 12 anos. Ele disse que conheceu a vítima há pouco tempo e ela teria se apresentado como maior de idade. "Eu conheci [a vítima] há pouco tempo e acredito que foi uma armação política, por eu ser candidato a vereador".

Sobre a investigação, ele disse que não vão encontrar nada contra ele. "Minha casa sempre foi muita gente, era candidato a vereador, sempre ajudei muita gente, não sou um monstro. Eu não sabia a idade dela", afirmou.

Já sobre ter vários perfis para entrar em contato com menores, ele disse que desconhece essa informação. Além disso, mesmo com o flagrante ele acredita que será inocentado. "Os meios de comunicação são muito usados por crianças. Não sei qual seria minha reação [com os filhos]. Ela se apresentou como maior de 18 anos, garota de programa. Ela tinha consciência. eu nunca aliciei ninguém. Acredito em Deus primeiramente".